Quarta-feira, 17 de Outubro de 2007

Marta Fernandes - Entrevista

Gosta de brincar tal como a ‘Lili’ e às vezes até se esquece de que está a trabalhar. Marta Fernandes confessa estar a viver um dos melhores momentos da sua vida ao protagonizar ‘Chiquititas’. Ao Vidas TV, a actriz revela a vontade de ser mãe, desejo que por agora terá de ser adiado.

 

Correio Vidas – Que balanço faz de quatro meses de ‘Chiquititas’?

Marta Fernandes – Continuo a sentir-me entusiasmada. Os melhores momentos do dia são entre o ‘acção’ e ‘corta’, porque gosto de representar. Sinto- -me bem-disposta e muito alegre.

– A diversão está sempre presente...

– O elenco tem bastantes crianças, que foram bem escolhidas, pois têm muita energia e estão concentradas. Já com os adultos é a loucura total. Somos poucos mas completamente loucos.

– É o papel da sua vida?

– Espero que não. Até agora é o papelo com maior destaque mas já fiz outros trabalhos que me deram prazer. De certeza que virei a ter muitos outros papéis.

– Vive intensamente a personagem?

– Entrego-me por completo. Para mim não há grandes nem pequenos papéis mas sim papéis. Todas as personagens têm algo de especial e eu tento vivê-las com alegria e diversão.

– É a TV que mais a realiza?

– Gosto de fazer TV porque vivo num ritmo acelerado. Saio das gravações com a sensação de dever cumprido. A TV proporciona-me um divertimento enorme.

– Trabalhar com tantas crianças é quase regressar à infância...

– Sinto que sou da idade deles, que tenho de brincar. Se criar barreiras não consigo fazer a cena. Brincar é inevitável. Mas eu ainda sou jovem, lembro- -me das minhas brincadeiras, daí ser fácil estar com eles.

– Incomoda-a o facto de as pessoas compararem as ‘Chiquititas’ e a ‘Floribella’?

– Não. É inevitável mas são dois universos diferentes, formas de representação e histórias distintas. A ‘Floribella’ foi um fenómeno, é dirigido às crianças, tem muita cor, mas nós estamos numa outra dimensão.

– Tem aulas de canto ou é inato?

– Sempre cantei e gosto de fazê-lo com muita alegria. Em pequena sabia os ‘jingles’ da rádio, televisão, e estava sempre a cantá-los. Na adolescência fui vocalista de um grupo que tocava em bares e tive formação musical. Sempre houve investimento nessa área. Fiz ainda musicais, que me abriram os horizontes, e tive um acompanhamento vocal de uma professora brasileira extraordinária que me fez cantar associando à representação.

– Investe então no canto...

– Invisto, mas não me imagino a gravar um CD. Isto é, para mim um disco é um sonho que talvez um dia consiga concretizar. A aposta foi na representação, até perceber que podia associar uma coisa à outra.

– Foi difícil encontrar a ‘Lili’?

– No início senti alguma resistência, pois não queria fazer igual ao original. Mas depois encontrei a minha ‘Lili’ no dia-a-dia, dentro de mim.

– Tem algumas características dela?

– Não costumo olhar para as personagens dessa maneira. Costumo dizer que me sinto mais uma advogada de defesa das personagens do que um corpo. Entendo o drama da ‘Madalena’, que criou a ‘Lili’, pois esta última é um boneco e isso dá-me liberdade de fazer o que entender.

– Inspirou-se em alguém para fazer a ‘Lili’?

– Tentei foi encontrar em mim a energia de que essa personagem precisava para existir, que é uma energia muito infantil. Não procurei a inspiração, quis perceber o que a fazia seguir em frente.

– Dá-lhe mais prazer a ‘Lili’ ou a ‘Madalena’?

– São diferentes. A ‘Madalena’ dá-me um certo conforto, pois as cenas são mais tranquilas e realistas. Já a ‘Lili’ dá--me um prazer extremo porque permite fazer aquilo que quero, é a fantasia, a diversão, o jogo infantil.

– Agora é uma cara da SIC mas a verdade é que foi contratada pela Teresa Guilherme.

– Era inevitável, mas é para a Teresa Guilherme que trabalho. No entanto, percebo a associação.

– Que diz a sua família e amigos da personagem?

– A minha família gosta de tudo o que faço. Mas este papel é muito especial, porque podem ver-me todos os dias num universo muito mágico. Gostam deste meu registo brincalhão.

– Com este projecto acabou por descobrir que é multifacetada?

– Já tinha alguma consciência disso, porque era nesse sentido que vinha trabalhando nos últimos anos. Sei que um actor tem de treinar a capacidade de fazer imensas coisas e isso faz parte do meu processo, tento encaixar-me em vários registos.

– Como é a Marta no dia-a-dia?

– Não tenho muito tempo para mim: o dia tem 24 horas e eu trabalho 12. Nas restantes aproveito para relaxar e estar com quem gosto, encontrar o meu equilíbrio. Tento descer à Terra e voltar à realidade.

– Preserva muito, de facto, a sua vida privada?

– Preservo, mas também é verdade que as pessoas me têm dado algum conforto. Continuo a fazer a minha vida sem percalços. É uma exposição grande, trabalhamos com emoções, pelo que é fundamental ter espaço e tempo para deixar assentar a poeira, pois vivemos num frenesim.

– É por isso que não diz se tem namorado?

– Claro, guardo isso só para mim. Mas posso garantir que não sou casada nem nunca fui.

– Não tem o estatuto de ‘estrela’?

– Não sei o que é isso. Sou terra-a-terra. Isto é o meu trabalho e a minha vida, levo tudo muito a sério. É impossível esquecer quem sou e de onde venho. A partir do momento em que saio do estúdio o trabalho acaba. Não levo os problemas para casa.

– A personagem que interpreta alimenta-lhe a vontade de ser mãe?

– Sei que quero sê-lo, sempre foi um dos maiores desejos, mas neste momento é impossível. Nem sequer penso nisso. Por agora, mato esse desejo quando estou com as minhas irmãs, uma com dois anos e meio e outra com oito meses.

IMAGEM

Correio Vidas – Gosta de se ver na TV?

– Marta Fernandes – Sim, gosto bastante.

– Reconhece ter algum tique?

– Estou sempre a mexer no cabelo.

– O que mudaria?

– Não há nada que não goste particularmente e que me leve a querer mudar.

– O melhor momento da sua carreira?

– Sinto que estou a viver esse momento.

– E o mais embaraçoso?

– Aconteceu com uma criança nas Amoreiras. Ao entrar na casa de banho, a menina, que estava a lavar as mãos, começou a gritar. Não acreditava que eu existia e até teve medo. Depois, tudo acabou em bem, porque a mãe da criança acalmou-a e chegou a despedir-se de mim com beijos e abraços.

– Gosta de ser reconhecida na rua?

– Gosto. É uma situação bastante normal, é fruto do meu trabalho.

– Uma pessoa de referência na televisão?

– Nicolau Breyner.

– O que gosta de ver em televisão?

– Não vejo muita televisão, mas sempre que posso adoro ver ‘brit coms’, o noticiário e as séries ‘Donas de Casa Desesperadas’ e ‘Erva’.

– É a menina do papá?

– Sempre fui, mas agora tenho duas irmãs pequenas. Fui substituída (risos). Sempre fui muito acarinhada quer pelo meu pai quer pela minha mãe.

– Os seus pais aceitaram bem a sua carreira?

– Claro que sim. Aliás, sempre me incentivaram a realizar os meus sonhos. Foram o meu grande apoio.

– Não lhes faz confusão as cenas mais íntimas?

– Não. O meu trabalho é algo muito sério e eles percebem isso.
In Correio da Manhã
chiqui-publicado por joao20p às 17:33
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